Vitrines da História |

O século das Luzes (XVIII) realmente foi um século iluminado por Deus, onde muito dos cavalheiros que acenderam a centelha de luz para os próximos séculos caminhavam pelas ruas elegantemente, com suas maravilhosas bengalas . Os séculos seguintes, foi como se ligassem uma miríade de estrelas para acompanhar seu brilho, pois o final do século XIX e século XX foi um dos períodos que mais alterou o curso da história da humanidade, da carruagem ao homem na lua, do fonógrafo a internet, foram inúmeras e profundas transformações processadas numa velocidade sem precedentes, que revolucionou a economia, cidades, a vida e os costumes das pessoas. Muitas dessas invenções, técnicas , criatividade, curiosidades e emoções são explicitamente miniaturizadas nas exposições abaixo.

Sao exposições itinerantes, ressaltando a evolução histórica de cada período.

1. Museu de Miniaturas de Carros

Museu dos Brinquedos

Exposição de miniaturas de carros antigos, extremamente didática, demonstra toda evolução dos carros, desde os primeiros sonhos da carruagem sem cavalos, as primeiras concepções de motores, grandes inventores, grandes marcas, fantásticas historias, e curiosidades inimagináveis, numa das maiores aventuras do homem. A historia dos inventores, engenheiros e todos que contribuíram pra evolução dos motores é simplismente fantástica.

2. Miniaturas dos meios de transporte

Museu dos Brinquedos

No mundo globalizado, onde a circulação, seja virtual , por meio de fios e cabos, ou fibra ótica, ou física, onde pessoas e mercadorias devem ser deslocadas fisicamente, os meios de transporte são vitais para o funcionamento do mundo.

Desde os tempos mais remotos o homem sempre desejou poder voar. Leonardo da Vinci, por exemplo, desenvolveu um protótipo de um avião no século XV. Em 1908, Santos Dummont fez seu primeiro vôo. O desenvolvimento a partir deste e outros evento dessa época foram tão imensos, que mudou definitivamente a história dos meios de transportes.

Essa exposição é uma viagem por terra, água e ar, desde as primeiras máquinas auto propulsora a vapor, em 1769, com os trens a vapor e seus primeiros trilhos de ferro, até os trens elétricos, e a diesel.

Os Onibus, em 1826, na França, onde começou o primeiro sistema organizado de transportes públicos.

A grande evolução das motos a partir do registro de patente, em 1885, de Daimler e Maybach, em 1897 com as primeiras motos de competição , os side car, até as potentes motos de hoje.

E vários representantes de navios , barcos , caravelas, botes , lanchas, carros, tanques , tricículos, aviões, dirigiveis, e outros.

3. Soldadinhos de Chumbo

Museu dos Brinquedos

Apesar de ter sido encontrados figuras em miniatura, de vários materiais, de soldados e governantes em escavações e túmulos na china e Egito, datados de 5 mil anos, a partir do sec. 16 começou a produção de soldadinhos de chumbo, na Inglaterra. No final do século 19 passou a ser manufaturado comercialmente, por várias empresas como artigo de luxo, em Nuremberg, Alemanha. Por volta de 1910, com outros materiais, em várias escalas, e somente nos anos 50 que começou a padronização. A partir da segunda Guerra, começou a produção de soldadinhos de plástico. Em 1966 , preocupações médicas com a intoxicação do chumbo provocaram a proibição internacional deste material na fabricação de brinquedos, e o estanho foi o escolhido para a substituição.

Eles naceram como jogos de guerra, representavam fielmente, e principalmente o exercito britânico e Frances em batalhas. Muitos reis, como o francês Luís IX (1214-1270), divertiam-se articulando batalhas com seus pequenos soldados. Napoleão Bonaparte fazia todas suas estratégias de guerra com soldadinhos de chumbo, e no aniversário de seu filho, lhe presenteou com um exército todo cravejado em pedras preciosas.

Através dos dioramas temos uma visão completa de episódios que mudaram a hitória do mundo, com soldados, reis, rainhas, comandantes, imperadores e várias personalidades.

4. Museu da História e Registro do Som

Museu dos Brinquedos
  • A História começa em 1877, quando Thomas Edison realizou o primeiro armazenador de som, o phonógrafo, gravando e reproduzindo em cilindros de folhas de estanho e depois, de cera.
  • Desde os tempos de Edison o aparelho reprodutor de sons era composto de um suporte giratório (impulsionado por motor ou manualmente), uma agulha, um diafragma e uma corneta.
  • Em 1886 Emile Berliner lançou o toca-discos mecânico à corda, conhecido como Gramofone e inventou tbem o disco pra gramofone, que permaneceu praticamente inalterados até o compact disc.
  • A partir de 1890, surgiram várias outras máquinas falantes e disseminou uma febre de consumo que não parou até hoje.
  • A partir de 1925 a eletricidade teve grande influência sobre a música e seus inventos posteriores.
  • A velocidade da gravação mundial ficou estipulada 78 RPM, e o som evoluiu, tornando-se mais fiel ao que vinha do radio na década de 20, utilizando microfones no lugar da corneta, e amplificadores, possibilitando captar a mais ampla gama de sons.
  • Logo surgiram os Fonógrafos Victor com disco de cera, as vitrólas e as primeiras Juke Box.
  • Os toca-discos portáteis surgiram na década de 1950, ao mesmo tempo em que ocorria a popularização dos discos de Vinilit (vinil), mais resistentes que os de cera, e com uma tecnologia praticamente inalterada até o advento do CD. Essa Odisséia do som, representando essas e outras etapas, é uma viagem as dificuldades e acertos que grandes nomes fizeram pra a evolução do registro sonoro desde seu surgimento até o advento do LP.

5. Star Wars e a corrida espacial

Museu dos Brinquedos

Com a saga Star Wars, de George Lucas, em 1977, a galáxia se tornou menor, onde nossa imaginação entrou no universo dos alienígenas e dos planetas distantes. Os filmes da série aparecem em todas as listas como os mais assistidos e os mais lucrativos na história do cinema. Foi uma união de conto de fadas, guerras, lendas, histórias medievais, mitologia grega, filosofia oriental, episódios da História Mundial, passagens bíblicas, e até faroeste ao mundo da ficção cientifica que aliada a evolução técnica dos efeitos digitais, teve um efeito único de extremo poder de sedução.

Por volta da década de 50, o homem imaginava um dia ir a lua, com naves espaciais, encontrar ET’s, discos voadores, e toda essa imaginação , sonhos e desejos foram transformados em brinquedos. Na década de 60, com a série Perdidos no espaço, o Robo B-9, amigo do menino Will, e do atrapalhado Dr. Smith, fez um sucesso fantástico, e com ele veio toda uma família de robôs, armas e naves galácticas.

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6. Museu da Bengala

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Desde a antiguidade tem-se noticia do uso de cajados, bastões, bengalas. Pode-se lembrar de Moisés , ou mais recentemente, Fred dançando com Ginger num filme branco e preto.

A bengala começou a ser usada por cavalheiros junto com a espada, sendo tão importante quanto esta. Gradualmente, foi abolida a espada, e como símbolo de poder, ela reinou sozinha. Sendo um acessório de moda indispensável no vestuário nos séculos XVII e XVIII, nenhum homem podia sair sem uma. O século XVIII foi o apogeu da bengala nos estados Unidos e Europa. Pois essa era uma maneira de identificar o status social que uma pessoa possuía.

Luis XIX, da França, usava sempre uma bengala ricamente ornada em pedras preciosas, e restringiu seu uso apenas a aristocracia. Ele não permitia subalternos com bengalas na sua presença.

Em Londres, em 1702, um cavalheiro tinha de ter licença para ter o privilégio de carregar consigo uma bengala, e cumprir certas regras, sobe pena de perder o privilégio.

Elas eram fabricadas, entre outras, pela Tiffany, Faberge, Murano, e casas de porcelanas famosas, com pedras e metais preciosos, marfim, ossos de baleia, todos os tipos de madeiras nobres e outros materiais inimagináveis, onde escultores, artistas e artesões expressavam todo seu potencial.

Um lado positivo, é que a bengala pode ser tão, ou mais útil que uma espada. Como o tempo ela passou a ter mais de uma função, servindo de lugar pra guardar espadas, revólveres, guarda chuva, veneno , maquiagem, bebida, banquinho, violino, lanterna, trena, faca, tripé, aparelho de barba, entre outras.

No século XIX a bengala foi gradualmente sendo substituída pelo guarda chuva, e hoje a bengala quando não de uso necessário, é um dos mais cobiçados objetos de coleção, e atingem preços estratosféricos nas maiores casas de leilões pelo mundo.

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